Vicentinho Júnior promete novos hospitais, 50 escolas e ampliação de cirurgias eletivas no Tocantins

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Vicentinho Júnior (PSDB) é entrevistado no JA1
O candidato ao governo do Tocantins Vicentinho Júnior (PSDB) foi o último candidato a ser entrevistado ao vivo no Jornal Anhanguera 1ª Edição. Durante a entrevista, ele apresentou propostas para saúde, educação, emprego e proteção a mulheres vítimas de violência.
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Entre os candidatos, apenas os que tiveram pelo menos 5% de intenção de voto na última pesquisa Quaest, divulgada pela emissora, foram entrevistados ao vivo. A ordem foi sorteada em reunião com representantes dos partidos, que aconteceu no dia 20 de agosto. Veja abaixo:
14/09 – Laurez Moreira (PSD)
15/09 – Professora Dorinha (União)
16/09 – Vicentinho Júnior (PSDB)
Com os demais candidatos ao governo do Tocantins, serão realizadas entrevistas gravadas de dois minutos sobre as propostas de governo, que serão exibidas no Jornal Anhanguera 1ª Edição. Confira as datas das transmissões:
17/09 – Ataídes Oliveira (Novo)
18/09 – Siqueira Campos Jr (DEMOCRATA)
19/09 – Du Pereira (DC) e Professor Witer Naves (PSOL)
Veja abaixo os principais pontos da entrevista de Vicentinho Junior.
Vicentinho Júnior (PSDB) foi entrevistado no JA1
Reprodução/TV Anhanguera
Experiência com o Executivo
Deputado federal por três mandatos, com passagem pelo governo de Wanderlei Barbosa, o candidato afirmou que sua experiência no Legislativo e sua atuação política o prepararam para assumir o comando do Tocantins.
“Concorrentes falam de falta de experiência. Qual é a experiência o tocantinense espera? Da mãe que precisa se acorrentar para conseguir uma cirurgia, estudantes que fazem concursos e não são chamados. Se for essa experiência não tenho.”
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Ele destacou a experiência adquirida no Congresso Nacional, onde foi presidente da Comissão de Agricultura e participou de debates sobre o Plano Safra e o endividamento dos produtores rurais.
Questionado sobre a diferença entre exercer um mandato no Legislativo e comandar o Executivo, o candidato destacou a necessidade de mudança no Tocantins. Segundo ele, o estado tem potencial, mas enfrenta problemas de gestão.
Sobre sua passagem pelo governo de Wanderlei Barbosa, afirmou que ajudou a construir a vitória do atual governador, mas que não concorda com erros cometidos pela gestão. Disse que deu um voto de confiança ao governo, esperando que a administração desse certo, mas mudou sua avaliação diante das práticas adotadas e de problemas em áreas como a saúde.
Penas do 8 de janeiro e PEC da Blindagem
Em dezembro de 2025, o candidato votou pela redução das penas relacionadas aos atos de 8 de janeiro e à tentativa de golpe de Estado. Ao explicar a posição, afirmou que é necessária uma análise individual das penas por meio da dosimetria e que crimes diferentes não devem receber a mesma punição.
Também foi questionado sobre o voto favorável à chamada PEC da Blindagem, que trata da necessidade de autorização do Congresso para a investigação de parlamentares.
O candidato afirmou que não considera que todos os seus atos políticos tenham sido assertivos. Disse que sua posição não partiu da ideia de criar uma blindagem, mas da necessidade de que o foro apropriado fosse respeitado. Afirmou ainda que não tem condenações nem processos em andamento e que, por isso, não tem preocupação com a medida e está em paz com a própria consciência.
Saúde
Na área da saúde, o candidato propõe a construção de três hospitais regionais e dois centros especializados. Questionado sobre a situação de hospitais que já existem e estão em condições consideradas inadequadas ou com obras paralisadas, afirmou que o Tocantins cresceu, mas não acompanhou esse crescimento com uma regionalização adequada da saúde.
Ele citou regiões sobrecarregadas e defendeu a realização de mutirões para reduzir as filas. Segundo ele, o problema não é a falta de recursos, mas a gestão do dinheiro público. “Não é falta de dinheiro nós temos 21 bi de orçamento. É gestão.”
O candidato afirmou que pretende otimizar os recursos públicos com a abertura de novos hospitais para desafogar as unidades que já funcionam. “Recurso que tem o que está faltando é a boa versação [bom uso] dos recursos públicos.”
O candidato afirmou que pretende atuar, nos 100 primeiros dias de governo, no Hospital Geral de Palmas (HGP), com reformas e intervenções necessárias. Entre os problemas citados está a falta de energia na unidade.
Ao falar sobre a contratação de hospitais particulares para realizar cirurgias eletivas no período noturno, promessa que consta no plano de governo, disse que prevê o uso da rede particular durante a noite para ampliar a capacidade de atendimento. Ele destacou que o Estado precisa honrar os pagamentos aos prestadores de serviço.
Sobre a promessa de zerar a fila de cirurgias eletivas, ponderou que não é possível eliminar completamente as demandas da saúde, mas que é possível reduzir as filas e organizar o atendimento.
“Saúde não se zera. Você controla. Não dá para dizer quando vai infartar, ter um AVC ou precisar de um atendimento. Mas diminuir para ter um fluxo saudável o Tocantins pode voltar a ser essa referência”.
Emprego, renda e pessoas com deficiência
Na área de geração de emprego e renda, o candidato afirmou que é preciso criar condições para que as pessoas tenham oportunidades no setor privado e não dependam exclusivamente da máquina pública. Também citou a necessidade de reduzir a carga tributária e a burocracia para facilitar o empreendedorismo urbano e rural.
Ao tratar da inclusão de pessoas com deficiência, afirmou que a política não pode se limitar à reserva de vagas em concursos públicos. Disse que pretende manter cotas para pessoas com deficiência, comunidades tradicionais e indígenas nos concursos, mas defendeu que o Estado também crie condições para a autonomia financeira da população.
“O que cabe ao Estado fazer eu farei, mas não exija que queira ser um governador para ter o tocantinense dependente da máquina estatal. Quero dar liberdade econômica.”
O candidato defendeu que o Tocantins avance na redução das exigências para empreendedores.
Meio ambiente
Vicentinho foi questionado sobre seu apoio ao novo marco do licenciamento ambiental, que estabeleceu prazos para a análise dos pedidos e recebeu críticas por possível enfraquecimento dos mecanismos de controle. Ele afirmou que apoiou a mudança porque considera necessário reduzir a burocracia para a liberação de obras e atividades produtivas.
Também defendeu que é possível adotar no Tocantins um sistema autodeclaratório para o cadastro rural e citou obras que, segundo ele, deixam de avançar por causa da demora na obtenção de licenças.
Também afirmou que a desburocratização não deve significar o fim da fiscalização ambiental. Na avaliação dele, o produtor rural também tem interesse na preservação ambiental porque sofre diretamente com os problemas ambientais. “O produtor não é inimigo da falta e flora”.
O candidato defendeu o respeito e a compreensão em relação aos produtores rurais e afirmou que existem mecanismos para manter a fiscalização ambiental.
Educação
Para a educação, o candidato propõe a construção de 50 escolas por meio de um modelo em que a iniciativa privada ficaria responsável pela construção dos prédios e o governo faria os pagamentos posteriormente. Segundo ele, o modelo já é utilizado em outros estados, como Rio Grande do Sul e São Paulo.
A estimativa apresentada é de quase R$ 10 milhões por escola, o que representaria um investimento próximo de R$ 500 milhões. Ele afirmou que a construção seria descentralizada e poderia ocorrer de forma simultânea, com leilões realizados na bolsa de valores.
“O Estado pode terceirizar a construção da escola não a educação”.
Segundo o candidato, o modelo permitiria retirar o gasto da construção do início da gestão e direcionar recursos para outras áreas, como manutenção de rodovias e saúde. Questionado sobre onde as 50 escolas seriam construídas, não apresentou uma lista de localidades.
Mulheres vítimas de violência
Vicentinho foi questionado sobre a proposta de criar uma política de apoio financeiro temporário para que mulheres vítimas de violência possam deixar a casa do agressor e alcançar independência financeira.
Segundo ele, antes da criação de um benefício é necessário ampliar a estrutura de atendimento à mulher para que as oito regiões do Tocantins tenham delegacias funcionando 24 horas.
O candidato afirmou que pretende discutir o orçamento com os deputados antes de assumir o governo e disse que o Estado tem recursos para criar um cartão destinado às mulheres vítimas de violência. A proposta prevê a reserva de R$ 25 milhões para essa finalidade.
Questionado sobre o valor do benefício, afirmou que pretende garantir pelo menos um salário mínimo para que a mulher tenha condições de sair de casa. Segundo ele, o cartão seria uma última alternativa, depois da atuação do Estado na proteção e no atendimento da vítima.
Primeiros 100 dias de governo
Entre as principais medidas previstas para os primeiros 100 dias de governo, o candidato citou uma intervenção no Hospital Geral de Palmas, com reformas e melhorias consideradas necessárias, incluindo questões relacionadas à segurança e ao fornecimento de energia.
Também afirmou que pretende iniciar as licitações para a construção dos novos hospitais regionais, citando a unidade prevista para Porto Nacional.
Outra medida seria o chamamento de candidatos aprovados em concursos públicos. Por fim, afirmou que pretende extinguir o Fundo de Estruturação do Transporte ao Agro Tocantinense.
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Fonte: G1 Tocantins