Emicida prioriza rap engajado e alfineta organização do Rock in Rio ao falar de política em show

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Rapper abriu mão as músicas de rádio apresentação no Palco Sunset neste domingo (4). Emicida
Marcos Serra Lima/g1
Emicida não costuma escolher o caminho mais fácil em festivais. No Rock in Rio 2022, neste domingo (4), abriu mão das músicas de rádio que poderiam fazer a alegria de quem foi ao festival para ver o astro Justin Bieber e estava em seu show só de passagem. Decidiu priorizar a parte mais pesada e engajada do repertório.
O disco “AmarElo”, celebrado pelos hits melódicos e esperançosos, teve presença discreta. Entraram “Principia” e a música título, para criar o momento de maior empolgação da plateia e, em seguida, um protesto contra o presidente Jair Bolsonaro, incentivado pelo cantor.
“É difícil ouvir o que vocês estão dizendo. Podem falar mais alto?”
Ele continuou: “Tem gente dizendo que não é de bom tom falar de política no palco de festival. Mas, se eu estou vivo aqui, é porque o Racionais decidiu falar de política 30 anos atrás”.
Foi uma alfinetada na organização do próprio Rock in Rio. Em entrevistas, a vice-presidente do festival, Roberta Medina, tem dado declarações contrárias a manifestações políticas em eventos musicais.
Em entrevista ao g1 antes da apresentação, Emicida já tinha falado sobre o assunto: “Eu, particularmente, não concordo [com a opinião de Medina]”, afirmou. “Eu não acho que o palco seja uma bolha ou que a vida dos artistas seja uma bolha. Os artistas não caíram de Marte.”

Fonte: G1 Entretenimento