Ator de ‘Esqueceram de mim’ é acusado de suposto estupro; artista nega

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Devin Ratray, que interpretou o irmão mais velho de Macaulay Culkin no filme, já está sendo processado por violência doméstica em outro caso. Devin Ratray
Reprodução/IMDB
O ator Devin Ratray, que interpretou o irmão mais velho de Macaulay Culkin em “Esqueceram de mim”, está sendo acusado de estupro, em um caso de 2017, segundo a CNN americana.
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Procurado, Ratray negou a acusação à reportagem. O ator enfrenta um processo em que foi acusado de violência doméstica em dezembro do ano passado envolvendo a sua então namorada, no estado de Oklahoma, nos Estados Unidos. Ratray chegou a ser preso na época. Ele se declarou inocente e tem uma audiência marcada para outubro.
De acordo com a reportagem da CNN, foi por causa das notícias da prisão do ator que uma segunda pessoa, Lisa Smith, entrou em contato com a polícia para saber por que a sua denúncia contra Ratray, feita em 2017, em Nova York, não foi investigada. Lisa foi informada que os promotores acreditaram que ela queria permanecer anônima e não prestar a queixa e, por isso, o caso foi encerrado.
Em entrevista, Lisa, que atualmente mora em Utah, disse se sentir devastada pelo seu caso ter sido encerrado, já que cooperou com a investigação: viajou para falar com os investigadores no Ministério Público de Manhattan, em Nova York, e forneceu uma roupa que usava na noite do suposto crime para uma possível análise de DNA.
Ratray interpretou Buzz McCallister, o irmão mais velho de Macaulay Culkin no filme “Esqueceram de Mim” de 1990 e sua sequência de 1992. Ele também trabalhou em uma dezena de séries e filmes, como “Gênios do Crime”, “Boneca Russa” e mais recentemente, “Better call Saul”.
O ator, que nega a acusação, não foi indiciado por essa alegação.
De acordo com Lisa, os dois se conheceram antes do suposto ataque em 21 de setembro de 2017. Naquela noite, ela afirma que se encontrou com seu irmão, um amigo e Ratray para beber, antes de ir ao apartamento do ator, em Manhattan. No relato para a CNN, ela diz acreditar ter sido drogada depois de receber uma bebida que Ratray preparou.
“Lembro de acordar e não conseguir me mexer. Não conseguia abrir os olhos, mas podia ouvir o que estava acontecendo e sentir o que estava acontecendo. Eu sabia que as outras duas pessoas tinham ido embora e eu ainda estava no sofá”, disse Lisa à CNN.
Ela fez a queixa para a polícia algumas semanas depois do ocorrido. Em novembro daquele ano, um investigador de Nova York viajou para Salt Lake City, em Utah, para onde Lisa tinha se mudado, para entrevistá-la. Em janeiro, este investigador marcou em seu relatório que ela não queria processá-lo.
Mesmo depois disso, Lisa chegou a ir para Nova York para a entrevista no Ministério Público. A partir de então, ela não teve mais informações sobre a investigação. No ano seguinte, ela encontrou a roupa que vestia na noite do suposto ataque e enviou para a polícia para uma possível análise de DNA.
À CNN, Ratray disse se lembrar do encontro com Lisa, mas nega que a tenha estuprado. “Nós não fizemos sexo”, disse. Ele disse que o encontro foi consensual, mas que não podia fazer sexo porque era “impotente”.
Segundo a reportagem, a polícia de Nova York se recusou a responder as perguntas sobre o tratamento do caso. Um porta-voz confirmou que “está em contato” com Lisa, mas não deu informações sobre o andamento da investigação.
De acordo com a CNN, um promotor procurou Lisa recentemente para ter informações e buscar registros de telefones e texto, além de ter contactado testemunhas.

Fonte: G1 Entretenimento