Dono de ferro velho suspeito de matar vizinho com tiro no pescoço é preso

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Segundo a polícia, suspeito atirou contra vítima após uma discussão sobre o local onde carcaças de veículos eram colocadas. Filho dele teria entregado à arma usada no crime e também é investigado. Dono de ferro velho é suspeito de matar vizinho com tiro no pescoço
Divulgação/Polícia Civil
Wilfredo Akira Miyamura, suspeito de matar Leonan Fernandes com um tiro no pescoço, foi preso em Palmas. Segundo a Polícia Civil, ele se apresentou na delegacia com o advogado após o mandado de prisão preventiva ser expedido.
Segundo investigação da 1ª Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa de Palmas (DHPP-Palmas), nesta quinta-feira (30), foram cumpridos mandados de busca e apreensão na casa de dois funcionários do ferro velho, suspeitos de auxiliar Wilfredo na fuga do local do crime.
A dupla também é suspeita de criar uma possível falsa narrativa dos fatos, dando a entender que o tiro em Leonan se deu de maneira acidental.
Quatro armas do suspeito também foram apreendidas, sendo três carabinas e uma pistola. Conforme a polícia, Wilfredo é Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) e terá seu registro suspenso junto ao Exército.
O filho do suspeito também é investigado por participação no homicídio. Mas não teve prisão preventiva decretada. Ele foi interrogado e recebeu tornozeleira eletrônica instalada pela equipe de monitoramento da Polícia Penal.
Relembre o caso
O crime aconteceu depois de divergências entre Leonan, seu irmão Edimar Fernandes Alves, e o dono do ferro velho, sobre o local onde carcaças de veículos eram colocadas. Os irmãos acusavam Wilfredo de despejar sucatas na chácara da família deles, que fica no loteamento Coqueirinho, na saída para Aparecida do Rio Negro, na rodovia TO-020.
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A família da vítima contou que Leonan e o irmão tinham saído para almoçar. Na volta eles perceberam que o suspeito, que é vizinho, estava colocando algumas carcaças de veículo no terreno em que o Edimar trabalha como zelador.
Segundo a Polícia Militar, o irmão teria pedido ao suspeito para retirar as carcaças, pois seria a determinação de seu patrão, mas o ele se recusou a remover as peças e iniciou-se uma discussão. Depois de um tempo, o filho de Wilfredo montou em uma motocicleta e foi até o ferro velho da família, retornando com duas armas de fogo, tipo pistola, e entregou uma para o pai.
Os dois teriam tentado puxar Leonan para fora do carro e deram uma coronhada no rosto de Edimar, chegando a feri-lo. Em seguida o suspeito efetuou dois disparos e um desses atingiu o pescoço da vítima. Depois, entrou em numa caminhonete branca e fugiu do local.
Segundo a família, Leonan não gostava de confusão e estava fazendo o retorno para ir embora quando o suspeito fez dois disparos, que acertaram o lavrador no pescoço. Ele deixa duas filhas, de 14 e 10 anos.
Edimar comenta que o irmão era muito querido por amigos e familiares, e não tinha antecedentes criminais. “Eu quero justiça. Não vou ter meu irmão de volta, eu só quero que ele pague pelo que ele fez. Porque ele fez com uma pessoa muito trabalhadora, querido. O pessoal gostava muito dele”, lamenta Edimar.
De acordo com delegado Eduardo Menezes, responsável pelas investigações, o crime foi precedido de um desentendimento gerado pelo descarte irregular de um material de sucata veicular feito pelo dono do ferro velho no terreno onde Edmar Fernandes Alves, irmão da vítima Leonan, reside e exerce a função de “caseiro”.
De acordo com o delegado Eduardo Menezes, a análise dos vestígios colhidos no local do crime indicam que o disparo não se deu por acidente.
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Fonte: G1 Tocantins